O natal sempre foi uma das minhas épocas preferidas do ano quando criança. Não por qualquer razão especial sobre a qual eu possa escrever muito mais do que duas linhas aqui. É uma questão lúdica mesmo: a história da minha família antes de meu pai se converter foi bastante conturbada, e o natal me remete às minhas primeiras lembranças de ter meu pai em casa junto com minha mãe e minha irmã.

Tempos mais tarde, agora já com uma “certa” idade, o natal continua sendo uma das minhas épocas favoritas, mas por um motivo adicional: os hinos temáticos.

Em 2013 eu tive a oportunidade de gravar algumas músicas minhas e disponibilizá-las na internet com o título de “Confessional”. Uma das faixas foi justamente uma regravação instrumental de “O come, o come, Emanuel”, uma das minhas preferidas.

Em resumo, as músicas de natal têm um significado importante: elas falam do advento do Senhor. Anunciam o cumprimento do “penoso trabalho” ao qual o profeta Isaías se referia.

Se manifesta ao mundo e à história o Salvador.

Nesse contexto, há um hino específico que tem habitado a minha mente nesse fim de ano:  “O Holy Night” , cuja composição é atribuída a Adolphe Adam.

Em especial, essa parte da letra (tradução livre):

The King of kings laythuslowlymanger;           O Rei dos Reis deitava, humilde, na manjedoura

In allourtrialsborntobeourfriends.                    Em todas as nossas provações, nascido para ser nosso amigo       

He knowsourneed, ourweaknessis no stranger,           Ele conhece a nossa necessidade, das nossas fraquezas não é estranho

Beholdyour King! Beforehimlowlybend! Contemple o seu Rei! Diante dele se prostre!

Tempos antes, Davi já parecia anunciar uma das principais características desse Rei que havia de chegar, quando disse que “Ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó”. (Salmos 103:14).

Uma das mais poderosas reflexões que podem ser feitas no Natal pelo crente em Jesus (pressupondo que todos os leitores saibam que não é a comemoração de qualquer aniversário) é justamente sobre a graça que encontramos Nele.

E, ao refletirmos nessa graça, inevitavelmente nos lembramos da completa necessidade e dependência que temos de seu amor, perdão e obra redentora.

É nele que nos movemos, que respiramos, que existimos, que amamos, que comungamos. É nele que nos alegramos,  que perdoamos, que somos livres do pecado. Enfim, tudo o que somos, é por sua graça maravilhosa.

Se temos vida, somente em Cristo a temos. Se temos a Cristo, somente pela graça o temos.

Nesse natal, essa será a minha constante lembrança e a minha perene oração de agradecimento.

Solus Christus. Sola Gratia.

Por: Diego Marins. Revisão: Filipe Castelo Branco. Copyright © Cante as Escrituras 2015. Hinos de Natal: O Advento da Graça.

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