Nestes dias, estive navegando pela internet e me deparei com um biquíni de praia dos anos 50-60. Interessantemente, ao lado estava uma imagem de um vestido do século 21. Não preciso ir longe para dizer que o biquíni daquela época estava mais comportado e modesto do que o vestido dos nossos dias. Também assisti a um filme interessante chamado “Uma Jornada para o Futuro”, que conta a estória de um seminarista do final do século 19 que é transportado no tempo (para os anos 2.000), onde ele acaba passeando pelas ruas da moderna cidade americana, quando, então, se depara com um vestido de uma loja. Ao entrar, ele desesperado chega ao gerente da loja e pergunta: “Por acaso vocês vendem isso? Para quem? Como vocês podem vender isso para as jovens moças de hoje?!”. O gerente, ingenuamente, o responde: “Não, senhor! Nós não os vendemos para as jovens, mas sim para as senhoras. Nunca uma jovem usaria uma roupa dessas! Se a sua reclamação é por querer um desconto, podemos conversar sobre isso!”, finalizando com uma risada.

O que quero dizer com estes dois exemplos é que, mesmo sem ser um cristão, é só olharmos para a história, alguns poucos anos atrás, e ver como o mundo tomou proporções drásticas e terríveis. No âmbito feminino, o nome deste male é “feminismo”. Cada dia surge uma nova matéria sobre este movimento, o impacto negativo que ele trouxe e traz para a sociedade de forma geral, e as dificuldades passadas por tanto homens quanto mulheres de nossas igrejas. Parece que ao rolar a barra de atualizações no Facebook, sempre encontramos um ou outro post relacionado ao assunto. Nós conhecemos, e conhecemos bem o movimento e tudo que ele traz consigo!

A grande questão, porém, é que vemos pouca eficiência no combate a essas tendências anticristãs. Falamos muito do inimigo, de suas armas, seus ideais, mas pouco sobre nossas táticas, nossas armas, nossos ideais! O objetivo desta última mensagem da série é fornecer às mulheres exemplos práticos de como combater o feminismo. A síntese de tudo seria: Combata o feminismo com a feminilidade!

Quero dizer isto porque as mulheres cristãs têm sofrido muito com o movimento feminista. Temos dois casos nesta análise: mulheres cristã sendo má influenciadas, que se vestem e se comportam em desacordo com a Escritura, mas também algumas mulheres cristãos que tem sofrido muito com algumas outras mulheres cristãs, que não são maduras nem sábias, biblicamente falando, para orientar o modus vivendi destas moças.

Falemos, portanto, desta segunda categoria: as cristãs sem auxílio e direção: A Escritura claramente mostra em Tito 2 que as mulheres mais velhas devem ensinar as mais novas, a sabedoria e a temperança, tanto no lar como na vestimenta. Com esta falta de ensino, e a abundância de legalismo da igreja brasileira, as mulheres do Senhor têm ficado sem opção no quesito de vestimenta, procurando combater o feminismo egoísta e imoral com apenas moralidade, e moralidade sem beleza. Mas isso não é e nunca foi o que a Escritura colocou para a mulher. Deus sempre valorizou a beleza e a feminilidade. A virtude da vestimenta em Provérbios 31 são roupas elegantes e criativas. Algumas, com dificuldades de se portar neste contexto, acabando lendo o que Paulo escreveu 1ª Timóteo 2 e Pedro em sua primeira epístola (cap. 3) sobre as pérolas, vestidos caríssimos, tranças, de forma equivocada, como se não pudessem se enfeitar, moderada e santamente. Ali, Paulo simplesmente exorta às mulheres cristãs de Éfeso a que não tomem aquilo por beleza delas, mas que façam das virtudes cristãs e das características próprias da mulher a beleza principal a ser evidenciada – espírito gentil, submissão, gentileza, delicadeza, compreensão, auxílio. O outro polo da discussão cai na questão das mulheres ditas cristãs que se vestem imoderadamente. É incrível como descaradamente vemos mulheres nas nossas congregações com decotes esbanjantes, vestidos que valorizam por demais a cintura (se fosse apenas isso, talvez seria engolível), maquiagens que tiram a beleza natural do rosto, fazendo-as semelhante ao Coringa do filme Batman, entre outras infâmias impronunciáveis. A beleza da mulher cristã é o seu espírito gentil e seu traje de “boas obras”!

Precisamos ensinar a feminilidade para as nossas mulheres, não como se fossemos “experts” em moda, ou coisa assim; mas precisamos apontar as Escrituras e os modelos femininos que o Senhor nos trouxe e traz. Precisamos combater o feminismo com feminilidade. Precisamos combater a imoralidade dentro da igreja com beleza verdadeira centrada no Evangelho, e precisamos fornecer ensino àquelas que estão desanimadas por não terem exemplos práticos de vida. É totalmente possível se vestir bem e elegantemente, sem ser imoral ou sensual. Só não é possível adorar ao Senhor enquanto algumas mulheres levantam as mãos na direção do louvor, mostrando as “vergonhas” (será que alguma moça de hoje sabe o significado disso?!) ou pulando como loucas (tenha certeza que sem conexão com a dança de Miriã pós-êxodo), evidenciando partes próprias do corpo, ou chamando a atenção do louvor para sua própria personalidade e estilo de vestimenta. O “púlpito” da igreja não é santificado como algo santo.

Para finalizar, gostaria de lançar um desafio prático para vocês, moças: quando estiver em frente a um espelho, se maquiando, se vestindo, pense em Jesus Cristo. Pense no que Ele fez e no que Ele ensinou; pense no que Ele pensa a respeito desta roupa, a respeito desta maquiagem, a respeito desta postura. Quando estiver diante da comunidade do Senhor, pense na sua postura: que imagem você tem passado às moças? Que sentimento você tem provocado nos mais jovens? O que os mais velhos poderiam pensar de você? Caso você voltasse no tempo, ao contrário daquele seminarista que viajou para nossa época, como você seria vista naquela sociedade? Serva de Deus ou serva da vaidade? Você pode se maquiar para a glória de Deus! Você pode usar roupas elegantes para a glória de Deus! Você pode e deve viver para a glória de Deus. Que o seu perfume maior seja o de Cristo; que sua maquiagem maior seja a limpeza da maldade; que sua vestimenta maior seja a veste de salvação do Senhor Jesus Cristo; que seu andar seja o andar de alguém que serve a todos, mas não como que em uma vitrine para servir a vaidade daqueles que se afastam de Deus e sua lei.

Por: Caique Büll. Revisão: Filipe Castelo Branco. Copyright © Cante as Escrituras 2015. Original: Moda x Modéstia [Parte III]: Uma Palavra às Mulheres do Louvor e da Igreja de Cristo.

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