Harold foi, por muitos anos, o reitor do Conservatório de Música do Wheaton College. Todos os pastores e líderes de louvor, de todos os estilos musicais e de diferentes tons contextuais, deveriam ler esses dois parágrafos que ele escreveu sobre o órgão.

Esse é um bom lugar para conversar sobre instrumentos musicais de teclado, especialmente órgãos. Eu afirmo que tocar órgão é indispensável para o louvor congregacional, apesar da crítica feita a esse instrumento como parte das tradições obsoletas e hábitos de escuta. Antes de prosseguir, eu quero reconhecer que o órgão tem sido usado de forma abusiva por artistas zelosos. Gostaria de dizer, também, que o uso do órgão tem gerado uma espécie de esnobismo que tem impedido o conceito verdadeiro de música de igreja, como um serviço que deve ser feito de forma humilde. Finalmente , eu reconheço que, para muitos , o órgão acabou se tornando um ídolo muito destrutivo. Mais do que o rei dos instrumentos, agora é visto como o rei dos reis, onde organistas tem escolhido seus trabalhos nas igrejas baseados na qualidade dos órgãos em vez do chamado de Deus para esse serviço.

Mesmo assim, o bebê não deve ser jogado fora junto com a água do banho. Deixe-me dizer o porquê: a própria base de concepção da maioria dos órgãos mais simples fluem diretamente de leis naturais dadas por Deus encontradas numa série de sobre tomes. Eu quero evitar os aspectos físicos e maçantes das física e da acústica, então, permita-me dizer assim: sem dúvida, o órgão é o instrumento mais naturalmente favorável para cantar que a cultura ocidental conhece. Tem muito design e é bem inteligentemente usado no canto de hinos enquanto realizam um propósito: apoiar o canto pelo uso inteligente dos registros escolhidos para preencher as lacunas – para fornecer tanto a sustentação como a beleza ao trabalho das vozes da congregação. O resultado é sinergia: o todo maior do que a soma das partes. As pessoas mudam, então, para músicas mais aquecidas, sem serem dominadas ou deslocadas, e suas vozes naturais não treinadas são significativamente reforçadas. É verdade, existem aqueles momentos em que o órgão se eleva acima de sua tarefa de colaboração normal na prestação de acompanhamentos e interações ocasionais de brilho e traço. Mas nas mãos de um bom organista, estes devem ser reservados para aqueles momentos sazonais e festivos, quando a água de hinos clara é transformada nas polifonias de vinho rico. Um órgão não tem que ser gigantesco para realizar essas tarefas, não quando ele é devidamente desenhado e devidamente tocado. (Exploring the Worship Spectrum: 6 Views, p. 73)

Por: Kevin DeYoung. Copyright © 2012 The Gospel Coalition. Original: Don’t Ditch the Organ

Tradução: Thiago Holanda. Revisão: Filipe Castelo Branco. © 2016 Cante as Escrituras. Original: Não Dispensem o Órgão

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