As razões que fazem parecer mais um Domingo como qualquer outro é o fato das apostas não serem altas o suficientes.

Não era apenas mais um dia para Israel em Números 21. Imagine: você está lá no deserto e as serpentes aparecem. Três de seus familiares são mordidos imediatamente. Uma vem deslizando para cima e te morde na canela. As pessoas estão gritando, desmaiando, morrendo.

As horas passam. De repente, você vê uma multidão se formando em torno de uma haste: “Ouvi dizer que se você olhar para ela, você não morrerá!”, uma menina diz com ar de esperança. Curioso, consumido, determinado – você corre, corre e se junta a multidão e, então, para e…

verifica o seu iPhone.

Não, você não faz isso. Você luta através das multidões e você olha um buraco através daquela serpente de bronze. E o tempo para enquanto você sente todo o fluxo de cura passando em suas veias da mesma forma que você sentiu o fluxo de veneno antes.

Veneno nas veias, serpente levantada.

Você imagina alguém entediado naquele dia?

De quem é a justiça?

A maioria de nós, lendo isso, verifica que não tem cobras em suas igrejas, mas nós temos sido mordidos pela maldição da mesma forma.

Mas nós realmente entendemos?

Nosso credo diz que Jesus é nosso Salvador, mas muitas vezes nossa adoração diz que estamos muito bem.

Nós não estamos contemplando, não estamos de joelhos.

Você pode imaginar a maneira como as pessoas, em Números 21, olharam para essa haste? Não era um olhar rápido. Eles ficaram paralisados, estudaram com seriedade essa peculiar e exaltada cura. Elas estavam preocupados com o que as outras pessoas estavam vestindo? Com o estilo em que Moisés mantinha a haste?

Não.

Isso é adoração – o estudo sério e a celebração da cura peculiar e exaltada de Deus, o sangrento salvador na haste. Quando nossa adoração esfria não significa que temos que jogar nossa música pra cima, ou que precisamos de novos estilos – isso significa que estamos nos sustentando na nossa própria justiça.

Porque tão urgente?

Espere, não devemos equilibrar esta fala sobre “vida e morte” no culto com uma compreensão da nossa segurança em Cristo? Não deve haver uma maneira mais relaxada e calma para pensar nisso, uma vez que estamos sempre debaixo no abraço amoroso de Deus?

Duas respostas:

Uma:

Para sermos cristãos, não significa que em um determinado momento da vida nós jogamos toda nossa esperança em Jesus e depois, mais tarde, nós voltamos aos nossos negócios. Isso significa que nos tornamos quebrados e desesperados. A fé e o “olhar” se tornam mais intensos.

Isso é como você sabe se um homem está avançando em santidade. Enquanto seus pecados, na realidade estão se tornando cada vez menores, para esse homem, estão se tornando maiores. Por quê?

Quanto mais você se aproxima da luz, mais você reprova a sujeira.

O que nos leva a segunda resposta:

Sim, nós somos mantidos em segurança nos braços de Deus. E isso não faz a nossa adoração menos intensa, mas muito mais intensa. Pense: quem está nos braços amorosos de Deus? Nós estamos. Os mordidos. Miseráveis como nós.

Quando sabemos que somos dignos de condenação e, simultaneamente, estamos eternamente abraçados por Ele, nossa adoração explode em nossos corações.

E, portanto, apelo aos líderes de louvor – adoração não é “levante e cante”, mas “olhe e viva!”

Todos nós temos sido mordidos pelo pecado. Todos nós ouvimos o chamado fascinante e hipnotizante da idolatria e do prazer.

Há uma esperança, levante seus olhos.

De alguém que tem uma cicatriz em forma de presa, peço-lhe que neste fim de semana você participe de uma adoração congregacional não apenas para cantar ou apenas para ouvir, mas para olhar – para olhar.

Olhe e viva.

Por: Matt Papa. © Desiring God. Website: desiringgod.org. Traduzido com permissão. Fonte: Look and Live.

Original: Olhe e Viva. © Cante as Escrituras. Website: canteasescrituras.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Thiago Holanda. Revisão: Filipe Castelo Branco.