Como abordamos uma situação revela o que esperamos encontrar.

Imagine que são 2 da madrugada e estou dormindo. Minha esposa me dá um tapinha nas costas e diz: “Eu ouvi alguma coisa. Acho que tem um intruso lá embaixo”. Minha mente imediatamente fica em alerta. Eu me esgueiro por debaixo da cama e pego um porrete de ferro – para proteger minha família – e lentamente ando para a cozinha, onde minha esposa ouviu o barulho. Mesmo que eu more em uma casa de 100 anos, sei exatamente como andar sorrateiro pela escadaria sem causar nenhum rangido. Meu coração bate forte na noite calma. Meus olhos procuram no escuro: as portas, o espelho da sala, a janela de cima que sei que alguém pode entrar por ela.

Enquanto isso, minha esposa está em cima com seu telefone. Ela já discou o “9” e o “1”, e ela está com o dedo em cima do próximo “1”. Ela está me esperando gritar, ou alguém gritar após eu bradar, “Fora!”.

Veja, minha forma de lidar com a situação revela aquilo que eu esperava encontrar.

Desta Vez o Dragão

Mas agora imagine que são 2 da madrugada e meu filho de três anos me dá um tapinha nas costas, “Papai, tem um dragão debaixo da minha cama”. Eu sorrio ainda acordando do sonho para ele. “Tudo bem camarada” eu balbucio “Vamos dar conta desse dragão”. Lentamente, eu saio das cobertas e toco acomodo meus pés no chão do quarto. Segurando a mão dele, eu cambaleio em direção ao seu quarto. Mas não confunda o meu caminhar com estar acordado, eu ainda estou no estágio dois do R.E.M. – ainda bem inconsciente. Eu vou no quarto do meu filho e me ajoelho, cumprindo meu dever coloco meu rosto embaixo da sua cama. “Não,” eu digo, “Não tem nenhum dragão aqui. Volte a dormir, amigão. Vejo você de manhã.”

Agora, sabemos que isso seria muito diferente se eu acreditasse que dragões eram reais. Mais uma vez: a forma que eu abordei a situação revelou aquilo que eu esperava encontrar.

A Questão Diante de Nós

E aqui está a questão para nós esse fim de semana: Como nós vamos lidar com Deus na adoração congregacional? Nós esperamos algum intruso? Ou apenas um “dragão” debaixo de nossas camas? Ele é alguém real que vamos encontrar? Ou nós o consideramos imaginário?

Muitos de nós abrimos nossas Bíblias dizendo estar prontos para “ouvir de Deus”, mas a forma como lidamos com a Palavra parece dizer outra coisa. Talvez nós só queiramos cumprir tabela, ou impressionar nossos amigos, ou deixar o líder do nosso pequeno grupo satisfeito.

Muitos de nós dizemos que a oração é nossa oportunidade de “falar com Deus”, mas a forma que oramos de verdade parece diferente disso. Talvez nós apenas soltemos alguns clichês aprováveis, novamente.

E muitos de nós dizemos que estamos indo para o ajuntamento da igreja como corpo para “se encontrar com Deus”, mas a nossa real abordagem, bem, se mostra diferente também. Nós nos deparamos muito mal acordados, como se estivéssemos caçando dragões debaixo das nossas camas.

Real e Próximo

Mas Deus não é um personagem fictício que se esconde no nosso imaginário. Ele é o Leão de Judá (Apocalipse 5:5). Ele é fogo consumidor (Hebreus 12:29). Davi diz a ele, “Ó tu que ouves as orações” (Salmo 65:2). E proclama, “Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes, e fazes chegar para ti, para que habite em seus átrios” (Salmo 65:4).

Quando caminhamos juntos em adoração, Deus nos trás para perto – e perto ele estará.

Como lidamos com Ele revela aquilo que pensamos que vamos encontrar.

Por: Matthew Westerholm. Copyright © 2014 Desiring God. Fonte: Those Dragons Underneath Our Beds.

Original: Aqueles Dragões Debaixo Da Nossa Cama. © 2016 Cante as Escrituras. Website: CanteAsEscrituras.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Anderson Oliveira. Revisão: Filipe Castelo Branco.