No início da minha experiência como líder de louvor, eu estava bem convencido de que sempre que eu sofria algum tipo de oposição, problema ou inércia, a solução era que eu precisava manter as coisas do meu jeito.

Culto está morto? Então eu devo ser autorizado a fazer o que eu quero fazer.

Os músicos não estão tendo um bom desempenho? Então me deixa limpar a casa e dar umas chicotadas.

Só tem tempo para duas músicas? Se você ama Jesus vai me dar tempo para, pelo menos, cinco.

Você não quer projetar as letras? Então, obviamente você é um neandertal.

Eu devo pedir conselho a uma comissão? Um desperdício do meu precioso tempo.

Eu não posso ter meu próprio escritório? Vou fazer muito barulho pelo tempo que for preciso para conseguir o que quero.

Ninguém está cantando? Logo eles vão perceber meu brilho subjacente.

Você pensou que eu repeti esse música muitas vezes? Eu devia ter repetido muito mais.

Você quer que eu apresente a minha lista de músicas para quem? Eu as ouvi diretamente de Deus.

A lista poderia continuar, mas vou poupá-los de mais desses meus surtos de imaturidade (nenhum dos quais ainda existe hoje, é claro…) e egocentrismo. Eu estava convencido de que quando eu estava liderando a adoração eu tinha (a) todas as respostas, (b) todo os insights, e(c) todas as habilidades de um grande líder em potencial: eu mesmo.

E o meu temperamento artístico, juntamente com a minha natureza pecaminosa e com uma pitada de infantilidade resultou numa hipótese de trabalho em que o meu grau de satisfação e minha capacidade de prosperar no ministério, estava diretamente relacionada com a muita liberdade que eu precisava para fazer as coisas do meu jeito.

Certa vez eu ouvi uma declaração, não lembro de quem, que quanto maior o macaco que sobe numa árvore, melhor dava pra ver o seu ‘bumbum’. Isto descreveria o líder de louvor que eu era quando eu comecei. Um macaco que queria subir alto, alto, alto na árvore e tudo por conta própria e ser autorizado a andar livremente por onde quisesse como se fosse sua própria casa.

O problema? Eu, eventualmente, cair de um desses ramos e não ser capaz de culpar ninguém mais além de mim.

O ponto é esse: não cometa o erro de pensar que a solução, sempre que você enfrentar oposição, ou problemas, ou inércia, é a possibilidade de resolver tudo do seu jeito. Muitas vezes isso é, completamente, o jeito errado.

Consultar os outros, submeter-se aos outros, equipar-se com os outros, melhorar suas ideias com as dos outros, aprender com a visão política de pessoas mais experientes próximas a você, escutar muito, manter a boca fechada numa reunião a menos que você tenha certeza de que tem o direito de dizer o que vai dizer, buscar a humildade e, acima de todas as coisas, tornar tudo sobre Jesus, não sobre você mesmo.

Muitos líderes de louvor erram feio quando eles afastam-se da sabedoria convencional, senso comum ou da exortação pastoral e decidem fazer tudo do seu próprio jeito. Quando você faz isso se torna o macaco subindo na árvore. Você se divertirá e vai conseguir alguns “owwhh” e “ahhh” de início, e isso alimentará seu ego, mas, em seguida, você sofrerá uma queda vergonhosa.

Tire isso de mim! Fazer do seu próprio jeito não é a melhor ideia para um caminho de longo prazo. Há uma diferença entre fazer do seu jeito e a implementação de uma visão. Prefira a última opção.

Por: Jamie Brown. Copyright © Worthily Magnify. Fonte: Don’t Be A Monkey.

Original: Não Seja um Macaco. © Cante as Escrituras. Website: CanteAsEscrituras.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Thiago Holanda. Revisão: Filipe Castelo Branco.