Com a exceção de ver um grupo de jovens engajados por Cristo na missão, nada me empolga mais do que ver um grupo apaixonado de jovens tendo uma genuína experiência com Deus na adoração. Um culto de jovens deve ser um lugar onde os jovens devem ouvir e responder a Deus. Líderes de louvor devem trabalhar para enraizar as obras que Deus fez no passado, movê-los para celebrar a Sua obra no presente e equipá-los para o ministério no futuro. A questão após um culto de jovens não seria “você gostou?”, mas “como Deus falou com você?”.

1. Centrado na Palavra

Acima de tudo, um culto de jovens deve ser centrado na Palavra de Deus. Não estou me referido a parte da pregação do culto. Mas todo o culto deve ser fundamentado na Palavra. Isto significa que a escolha das nossas músicas, nosso discurso, nossas ações e o sermão devem ser ricos no ensino da Palavra. Ao ouvir a Palavra pregada, respondendo a Deus em oração, dando nossos dízimos e ofertas, cumprimentando uns aos outros, louvando, cantando – todas essas coisas constituem o culto.

2. Deus como Transcendente e Imanente

Nossos cultos comunicam aos outros como Deus é. Um culto de adoração que é frio e impessoal irá comunicar as pessoas de fora um deus irrelevante e distante. Pode-se pensar em algumas igrejas litúrgicas onde a única coisa que importa é o ritual e a tradição, com exclusão de qualquer nova forma ou método. O deus apresentado por estes serviços está longe e impessoal, não interferindo em nosso modo de vida.

Por outro lado, um culto que se concentra exclusivamente na proximidade de Deus e seu amor por nós pode comunicar um deus que é o nosso melhor amigo, um treinador na viagem da vida, um avô amoroso que nunca faria mal a uma mosca. Pode-se pensar em algumas igrejas contemporâneas, onde o que importa é a inovação e o sentimentalismo, com a exclusão de qualquer doutrina de profundidade bíblica. O deus apresentado nesses cultos é perto e pessoal, mas ele é tão parecido conosco que não pode confrontar o nosso estilo de vida.

Então há o Deus da Bíblia. Ele não é o deus distante e impessoal gritando pra baixo mandamentos de longe. Nem tampouco é o deus meloso e sentimental que, simplesmente, oferece amor sem justiça. Ele é ao mesmo tempo transcendente e imanente – perto e de longe, misericordioso e justo, santo e verdadeiro. Os nossos cultos de adoração devem refletir Deus como Ele é, e não como gostaríamos que Ele fosse. Isto significa que um culto de adoração equilibrado irá apresentar o Deus que é santo, justo e perfeitamente verdadeiro, bem como o Deus que é amor, carinho e perdão.

A maioria dos cultos evangélicos inclinam-se para o lado imanente do espectro. Enfatizamos a proximidade de Deus, seu amor e cuidado, provavelmente como um corretivo para os cultos ritualísticos e secos, que apresentam Deus como distante e inacessível. Seria melhor orientar-se por um caminho no meio disso.

Estamos quase perdendo o conceito de termos em adoração e os cultos de jovens refletem esta perda também. Quando os jovens vêem a Deus pelo que Ele é e são tomados, realmente, pelo temor de Sua majestade, eles são transformados. Eu já vi isso na vida dos jovens em Louisville, desde que estou no seminário. Além disso, os jovens de hoje têm fome por este tipo de adoração. Basta pensar em algumas canções de adoração mais populares agora: “Agnus Dei”; “Holy is the Lord” e “How Great is Our God”.

Vou ter mais algumas coisas a dizer amanhã…

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Por: Trevin Wax. Copyright © 2007 The Gospel Coalition. Original: Youth Worship 1: Word-Centered and God-Focused

Tradução: Thiago Holanda. Revisão: Filipe Castelo Branco. © 2016 Cante as Escrituras. Original: Culto de Jovens 1: Centrado na Palavra e Focado em Deus

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