Um dos conselhos que recebi de meus amigos antes de começar a escrever um post foi o seguinte: “Não importa o que venha a escrever, precisa ser breve! Ninguém quer ser obrigado a ficar rolando a tela para baixo para ler um artigo”. Tenho certeza de que algumas das minhas postagens serão BEM curtas, mas não creio que esta será uma delas.

No primeiro artigo desta série, compartilhei algumas definições de adoração que entendo ser úteis, começando pelas mais gerais e partindo para as mais específicas. Aqui vão mais algumas que, no meu entender, dão conta de abranger o que há de importante na adoração bíblica.

Primeiro, uma de Ralph Martin:

“A adoração cristã é, portanto, a combinação perfeita em que, por meio de Jesus Cristo, ofertamos a Deus, nosso Criador e Redentor, tanto o que devemos a ele quanto o que desejamos lhe dar” (Ralph Martin, Worship in the Early Church, p. 17).

Essa é a primeira das definições que apresentei até agora que chama a atenção para o fato de que a nossa adoração é oferecida por meio de Jesus Cristo, de que Deus merece ser adorado como nosso Criador e de que nossa adoração é tanto um dever quanto uma alegre escolha. Em um livro já esgotado (como acontece com muitos dos melhores livros), Robert Rayburn escreveu:

“A adoração é a atividade da nova vida do crente na qual, reconhecendo a plenitude da Divindade conforme revelada na pessoa de Jesus Cristo e em seus poderosos atos redentores, ele busca pelo poder do Espírito Santo render ao Deus vivo a glória, a honra e a submissão que lhe são devidas” (Robert Rayburn, O Come let us Worship, p. 20).

Aí está uma definição maravilhosamente bem elaborada, que inclui os conceitos de que a adoração é uma atividade da nossa nova natureza, é centrada na cruz e capacitada pelo poder do Espírito de Deus. Em outras palavras, a adoração bíblica é trinitária.

Esta outra definição, de David Nelson, é um pouco mais longa, mas inclui muitas das ideias já mencionadas nas definições anteriores, sendo ainda bastante concisa.

“Adoração é a resposta humana à autorrevelação do Deus triúno e implica: 1) iniciação divina, na qual Deus graciosamente revela a si mesmo, seus propósitos  e sua vontade, 2) uma relação espiritual e pessoal com Deus por meio de Jesus Cristo, capacitada pelo ministério do Espírito Santo, e 3) uma resposta por parte do adorador em alegre adoração, reverência, humildade, submissão e obediência” (David Nelson, in: Herbert W. Bateman, org. Authentic worship, p. 149).

Uma definição concisa, de fato, mas ainda um tanto longa. Só que não tão longa quanto a de D. A. Carson, presente na página 26 de seu Worship by the Book [Adoração Segundo o Livro]. Mas vou guardar essa definição de Carson para outro post…

Encontrar todas essas excelentes definições de adoração me motivou a formular duas outras. Aqui vão elas:

“Adoração cristã é a resposta do povo redimido de Deus a sua autorrevelação, uma resposta que exalta a glória de Deus em Cristo, no poder do Espírito Santo, em nossa mente, afetos e vontade”.

E, como às vezes aprecio uma aliteração:

“Adoração bíblica é o povo da aliança de Deus reconhecendo a glória de Deus em Cristo, no poder do Espírito Santo, regozijando-se nela e respondendo corretamente a ela”.

Amanhã falarei um pouco sobre o que tenho em mente em relação a essas duas definições.

Leia também O Que é Adoração, parte 3.

Por: Bob Kauflin. Copyright © 2005 Worship Matters. Direitos reservados. Traduzido e publicado com permissão de Bob Kauflin e Fabiano Silveira Medeiros. Fonte: Defining worship, Pt. 2

Original: O Que é Adoração, parte 2. Copyright © 2016 Cante as Escrituras. Todos os direitos reservados. Website: CanteAsEscrituras.com.br. Tradução: Fabiano Silveira Medeiros. Revisão: Filipe Castelo Branco.