No post anterior, propus duas definições de adoração. Hoje quero desenvolver a primeira delas.

“Adoração cristã é a resposta do povo redimido de Deus a sua autorrevelação, uma resposta que exalta a glória de Deus em Cristo, no poder do Espírito Santo, em nossa mente, afetos e vontade”.

Adoração cristã… Ela difere de qualquer tipo de adoração, uma vez que foi possibilitada por meio de Jesus Cristo (Ap 5.9,10).

… é a respostaDeus já realizou algo externo a nós e no nosso interior que nos capacita a adorá-lo. Não somos nós que demos o primeiro passo na adoração; foi Deus quem a iniciou (At 17.24-31).

… do povo redimido de Deus… Assim como Deus libertou a nação de Israel do Egito para adorá-lo (Êx 8.1), Ele também nos redimiu como nação santa para declarar seus louvores (1Pe 2.9). A adoração a Deus deve ser coletiva, não apenas individual.

… a sua autorrevelação… Não podemos conhecer a Deus sem que Ele se revele a nós. Ele se mostrou a nós na Criação, na sua Palavra e por último em seu Filho (Rm 1.20Hb 1.1-4).

… uma resposta que exalta… A essência da adoração é exaltar o Deus triúno — elevando-o e engrandecendo-o, magnificando-o, considerando-o da mais elevada importância e honrando, reverenciando, celebrando e submetendo-se a Ele (Sl 71.19).

… a glória de Deus em Cristo… Moisés pediu a Deus que lhe mostrasse Sua glória, e Deus passou diante dele e lhe proclamou seu caráter e natureza (Êx 34.6,7). Deus nos capacitou a enxergar Sua glória na face de Cristo (2Co 4.6).

… no poder do Espírito Santo… Somos aqueles que adoram pelo Espírito de Deus (Fl 3.3) e dependemos dele para nos conduzir e capacitar.

… em nossa mente… Adorar implica pensar, meditar e refletir naquilo que Deus nos revelou sobre si mesmo, processando, avaliando e compreendendo essa revelação (Rm 12.1,2Sl 111.2).

… afetos… A verdadeira adoração abrange tanto o coração quanto a mente. Adoramos aquilo que mais amamos e valorizamos (Mt 22.37,38).

… e vontade. Se estamos verdadeiramente adorando a Deus, seremos verdadeiramente transformados (2Co 3.17,18). Nossas escolhas refletirão a nossa confissão de que Deus é supremo em nossa vida (Rm 12.1,2).

Tudo isso para dizer que, quando falamos sobre adorar a Deus, estamos comunicando algo de significado profundo que deve nos humilhar e maravilhar. Talvez se falássemos de “adoração” de maneira mais bíblica, “as guerras de adoração”¹ talvez nem existissem. E não seria essa, portanto, uma boa razão para adorar a Deus?

Leia também O Que é Adoração, parte 4

[1] As chamadas “guerras de adoração” dizem respeito à falta de cortesia, abnegação e disposição de ouvir o outro nas divergências e conflitos de visão em relação a estilos e conceitos de adoração (nota do tradutor).

Por: Bob Kauflin. Copyright © 2005 Worship Matters. Direitos reservados. Traduzido e publicado com permissão de Bob Kauflin e Fabiano Silveira Medeiros. Fonte: Defining worship, Pt. 3

Original: O Que é Adoração, parte 3. Copyright © 2016 Cante as Escrituras. Todos os direitos reservados. Website: CanteAsEscrituras.com.br. Tradução: Fabiano Silveira Medeiros. Revisão: Filipe Castelo Branco.