Este é o meu último post de uma série sobre o culto de jovens.

  1. Aproximação de Deus

Um dos aspectos do culto que me intrigavam na Romênia foi a maneira como as pessoas se aproximavam de Deus quando elas entravam na igreja. Elas se ajoelhavam no banco de trás, ou elas tomavam o seu lugar e, em seguida, faziam uma oração silenciosa antes do culto começar. Havia reverência e antecipação no mesmo ato. A pessoas estavam reconhecendo que estavam entrando na casa de Deus e vindo ao encontro com Ele. Eles também estavam pedindo uma palavra de Deus.

Perdemos essa reverência na maioria dos cultos de jovens. Há uma falácia lá fora, que a reverência milita contra a diversão, como se culto contemporâneo assumisse automaticamente a forma de irreverente. Eu não acho que este é o caso. Acredito que podemos ir à igreja vestido de forma casual, cantar estilos musicais populares e atuais, e adotar novas expressões culturais em nossa adoração. Traje casual, sim. Mas não existe a adoração casual. Não existe se aproximar de Deus casualmente.

Uma maneira que algumas igrejas procuram incutir esse temor e reverência a Deus de volta para a nossa adoração é começar o culto de adoração com alguns minutos de silêncio. Passagens bíblicas aparecem na tela, com algumas canções de adoração instrumental tocando ao fundo. O silêncio no santuário, aqueles que entram percebem que entraram na presença de Deus, e se promove uma atmosfera na qual as pessoas podem ver a si mesmas na casa de Deus, e tomar consciência de que é real.

Outro aspecto de culto usado por alguns grupos de jovens que procuram sentir o temor e majestade de Deus é a inclusão de um tempo perto do início do culto de adoração para pedir perdão. Eles fazem isso através de canções do Michael W. Smith como “Lord, Have Mercy.”, ou do Newsboys  “You are my King”, ou Matt Redman “The Heart of Worship.” Há muitas maneiras que nós podemos restaurar o temor quando adoramos. Estas são apenas algumas ideias.

2. Sinceridade

Durante o meu tempo de tutorial aos alunos do ensino médio, cheguei à conclusão de que nenhuma dessas crianças tinham qualquer expectativa do que seja um culto de adoração. Quando eles visitaram igrejas, não esperavam se divertir, ouvir um comediante stand-up, ouvir a música que eles gostavam (afinal, alguns deles gostava de rap, e eu nunca conheci uma igreja que costumava usar o Rap como seu principal estilo de adoração). Eles eram apenas curiosos. Eles queriam saber o que era um verdadeiro culto de adoração cristão. Por que fazemos o que fazemos? Por que orar em certos momentos? Por que cantar? Por que lemos as Escrituras? O que estamos fazendo com o pão e o vinho?

Os jovens querem ver o que é de verdadeiro no culto cristão. Os jovens dentro e fora da igreja não querem uma experiência de adoração pré-embalada e servida para as suas necessidades e desejos. Em vez disso, eles estão famintos por algo transcendente – algo maior do que eles mesmos. Eles querem ser parte de algo grande – uma revolução, para saber que suas vidas importam e que Deus tem um plano maravilhoso para eles.

Adoração cristã responde a essa pergunta. Os jovens de hoje querem raízes, algo de longo prazo que preencha sua necessidade de autenticidade. No culto cristão, temos dois mil anos de raízes para escolher. Por que não contar-lhes histórias dos personagens bíblicos que nos inspiram até hoje? Porque não recolher inspiração das histórias heroicas dos mártires que deram tudo por Cristo? Estes jovens são a próxima geração de uma linha de cristãos que têm vindo a seguir Cristo há dois mil anos. Nunca devemos dar-lhes a impressão, através de nossa inovação e criatividade, que somos a primeira (ou a mais importante) geração de crentes.

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Por: Trevin Wax. Copyright © 2007 The Gospel Coalition. Original: Youth Worship 4: Approaching God and Authentic Worship

Tradução: Thiago Holanda. Revisão: Filipe Castelo Branco. © 2016 Cante as Escrituras. Original: Culto de Jovens 4: Aproximação de Deus e Adoração Sincera

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