Nossos cultos são basicamente constituídos por oração, música, leitura da bíblia e pregação. Isso varia de lugar para lugar no que se refere a ordem. O culto deve ser um momento em que o povo de Deus o adora, o busca ansiosamente como disse o salmista: “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus?” (Salmos 42:2).

O culto deve ser um momento de solenidade, pelo simples fato de estarmos diante do Deus vivo que o axioma básico da teologia cristã. Ele é o princípio de todas as coisas. Deus é a gênese do culto. Não deve haver outro centro de atração para adoração se não – Deus, o Deus vivo e verdadeiro.

Bom, ao tratarmos disso, penso em duas questões iniciais. Se cultuamos o Deus verdadeiro primeiro.

  • O culto deve ser vibrante, cheio de alegria. O culto é um momento de celebração.

Qual a importância disso para uma reflexão teológica sobre o culto? Quando comecei meu trabalho pastoral numa igreja local e começamos um trabalho de revitalização litúrgica e doutrinária na igreja, um dos elementos pertencentes a liturgia que adotei foi a confissão de pecados. Esse é um momento maravilhoso no culto, momento que o povo de Deus perante sua lei, reconhece seus pecados. Mas, um momento maravilhoso como esse pode ser transformado em um momento pesaroso e não evangélico se não celebrarmos o perdão concedido por Cristo na cruz. O momento de contrição no culto deve na verdade permear todo ato litúrgico, mas, não deve desprezar a celebração no culto. Cristo não apenas morreu por nossos pecados, Ele ressuscitou. Isto é motivo mais que suficiente para celebrarmos.

  • No culto somos alvo dos meios de graça.

Também temos aqui algo de grande importância para a compreensão da igreja local. Algo maravilhoso e que nos leva ao júbilo e a celebração – Deus alimenta seu povo pelos meios de graça. A leitura das Escrituras, os sacramentos e a pregação são alimento para o rebanho. Semelhante a multiplicação dos pães e peixes devemos comer até nos fartar. Cristo está presente para ser adorado, reverenciado, exaltado, glorificado, mas, também para dar-se a seu povo como pão do céu.

Notemos que em muitos salmos lemos as expressões júbilo e celebração, ora, isso não está por acaso nas Escrituras, Deus quer que o celebremos. Com isso quero enumerar alguns pontos que tenho refletido sobre adoração, culto e meios de graça:

  1. A adoração comunitária é uma convocação divina. Devemos adorar individualmente, também em nosso lar, em família. Mas nunca desprezando a adoração no culto, pois isso se constitui pecado – Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia.(Hebreus10:25)
  2. Devemos nutrir anseio pelo culto, pois nele está o Deus vivo – Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.(Mateus 18:20)
  3. O culto é cristocêntrico e ao falarmos da cristocêntricidade do culto falamos também de sua trinitariedade. O culto é trinitário. Sendo os sacramentos meios de graça presentes no culto lemos na fórmula batismal – Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;(Mateus28:19)
  4. O culto não busca meu agrado, mas ele é prestado a Deus, a pessoa mais importante no culto é o Deus trino.

É interessante notar que muitas pessoas agem pragmaticamente e utilitariamente em relação ao culto. Essas são filosofias danosas que tem se perpetrado no coração do homem desde sempre. O culto não deve ser pensado ou realizado para o meu agrado, mas, para o de Deus. O culto não deve ser instrumento para minha autossatisfação, mas, de Deus. Não tenho autorização divina para fazer do culto o que bem entender, Deus prescreve o que se pede para o culto em sua revelação.

Conclusão

Eu te exaltarei, meu Deus e meu rei; bendirei o teu nome para todo o sempre!
Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre!
Grande é o Senhor e digno de ser louvado; sua grandeza não tem limites.
Uma geração contará à outra a grandiosidade dos teus feitos; eles anunciarão os teus atos poderosos.
Proclamarão o glorioso esplendor da tua majestade, e meditarei nas maravilhas que fazes.
Anunciarão o poder dos teus feitos temíveis, e eu falarei das tuas grandes obras.
Comemorarão a tua imensa bondade e celebrarão a tua justiça.
O Senhor é misericordioso e compassivo, paciente e transbordante de amor.
O Senhor é bom para todos; a sua compaixão alcança todas as suas criaturas.
Rendam-te graças todas as tuas criaturas, Senhor; e os teus fiéis te bendigam.
Eles anunciarão a glória do teu reino e falarão do teu poder,
para que todos saibam dos teus feitos poderosos e do glorioso esplendor do teu reino.
O teu reino é reino eterno, e o teu domínio permanece de geração em geração. O Senhor é fiel em todas as suas promessas e é bondoso em tudo o que faz.
O Senhor ampara todos os que caem e levanta todos os que estão prostrados.
Os olhos de todos estão voltados para ti, e tu lhes dás o alimento no devido tempo.
Abres a tua mão e satisfazes os desejos de todos os seres vivos.
O Senhor é justo em todos os seus caminhos e é bondoso em tudo o que faz.
O Senhor está perto de todos os que o invocam, de todos os que o invocam com sinceridade.
Realiza os desejos daqueles que o temem; ouve-os gritar por socorro e os salva.
O Senhor cuida de todos os que o amam, mas a todos os ímpios destruirá.
Com meus lábios louvarei ao Senhor. Que todo ser vivo bendiga o seu santo nome para todo o sempre!
Salmos 145:1-21

Por: Thomas Magnum. Revisão: Filipe Castelo Branco Copyright © 2016 Cante as Escrituras. Original: Adoração, os meios de graça e a centralidade de Cristo no culto

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