John Raymond é um trompetista de jazz, compositor e educador. Desde que mudou para a cidade de Nova Iorque em 2009, John tocou com alguns dos nomes mais respeitados do jazz. Ele também é um ativo professor substituto de colégios e universidades por todo o país. Seu novo álbum, Real Feels, incorpora influências do jazz, folk e indie-rock e foi lançado em 12 de fevereiro.


O que você faz todos os dias?

Eu lidero uma banda de jazz e dou aulas de trompete para estudantes do Ensino Médio e Fundamental em uma escola internacional que é afiliada com as Nações Unidas. Também gasto várias horas por dia praticando com meu instrumento, como também cuidando de outras coisas relacionadas a negócios conectados com meus próprios projetos.

Como descobriu seu amor pelo jazz?

Comecei a tocar na quinta série e – graças a alguns professores incríveis – pude participar da banda de jazz da escola, estudar com músicos profissionais pela cidade e tive muitas oportunidades para aprender mais sobre o jazz durante meus anos escolares no primário e no Ensino Fundamental. Isso realmente me levou a amar o jazz desde pequeno.

Você tocava em sua igreja?

Embora eu tenha crescido na igreja, eu não era um cristão verdadeiro, até que fiz 16 anos de idade, quando o Senhor usou um amigo músico da banda Minnesota All State Jazz para me introduzir ao evangelho. Desde então, fui membro de várias igrejas, mas apenas recentemente comecei a tocar na igreja com certa regularidade.

Como o fato de você ter se tornado um cristão moldou seu trabalho?

O Senhor usou o jazz para fazer de mim alguém que confia nele. O jazz é improvisado e bagunçado. Quando estamos tocando, não sei exatamente onde meus colegas de banda ou eu estamos indo. Essa espontaneidade vai contra meu impulso de controlar. Mas Deus usou o jazz para me ensinar a confiar em sua graça, soltar o controle e viver momento por momento através do Espírito. E isso não apenas moldou minha forma de tocar músicas; isso também moldou a maneira com que exerço a paternidade, a maneira com que ensino, e mais.

Você acha que o jazz tem uma forma única de permitir seus ouvintes experimentarem algo transcendente?

Eu dei o nome de Real Feels a essa banda pois reflete nosso desejo de sermos tão honestos, genuínos e pessoais quanto podemos ser enquanto tocamos. Como músicos de jazz, estamos constantemente criando e respondendo uns aos outros, o que significa que estamos sendo vulneráveis uns com os outros, para que possamos ouvir para onde a música deve prosseguir. Para mim, como cristão, estou ouvindo para onde Deus quer que a música vá. Quando a audiência ouve dessa mesma forma – esperando o inesperado – eles abraçam o potencial do sobrenatural acontecer. Este é, frequentemente, o lugar onde Deus se move.

Como você terminaria a frase: “Sou bem-sucedido em meu trabalho se . . .”?

Quer eu esteja ensinando, ou improvisando, ou sendo um pai ou tocando, sou bem-sucedido se estiver tão fora do caminho quanto possível. Quando medito e oro antes de subir ao palco, estou procurando morrer para mim mesmo e me lembrar de que isso não é sobre mim ou sobre o que quero. Eu apenas quero ser um conduíte para que as pessoas ao meu redor conheçam e experimentem o Senhor de uma maneira poderosa.

Por: Bethany Jenkins. Copyright © 2016 The Gospel Coalition. Original: How Jazz Music Teaches Us to Trust God

Tradução: Milton Fernandes. Revisão: Filipe Castelo Branco. © 2016 Cante as Escrituras. Original: Como o Jazz nos Ensina a Confiar em Deus

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