Você ouve uma canção de adoração. É uma boa canção. Você quer tocá-la em sua igreja. Você deseja que a sua congregação a entoe. Você consegue imaginá-la sendo tocada numa manhã de domingo em sua igreja.

Então você compra/baixa (ou faz) o gráfico de um acorde/gráfico folha/ritmo/orquestração dessa música e envia/publica o mp3 para o seu grupo de louvor.

Domingo chega e você a ensina e conduz no seu contexto, exatamente como era na gravação: cada medida, cada acorde, cada riff melódico e cada repetição. Mas, curiosamente, eles não ficaram tão “épicos” quanto na gravação.

É claro que isso não aconteceu.

Não é inadequado ouvir uma música em um álbum ou em uma conferência e desejar incorporá-la em sua igreja local.

E não é ruim começar/fazer um arranjo e dar para a sua equipe ensaiar.

Contudo, entre seus músicos ouvirem a música e a implementação real dela em seus ensaios e cultos, uma coisa muito importante tem de ter lugar.

Você tem que adaptar a canção.

É necessário ajustar quatro coisas importantes em cada canção a fim de fazê-la funcionar no seu contexto específico.

1. O tom. É muito alto? É muito baixo? Transponha a música para cima ou para baixo alguns tons para que ela entre no ponto de voz média.

2. As repetições. Só porque o coro precisava ser repetido cinco vezes em um estádio repleto de 15.000 pessoas não significa que isso também deva acontecer em sua igreja com 150 pessoas.

3. A sensação. Na gravação, a bateria começa, a guitarra acompanha o verso e o coro é um hino épico de rock. Mas em sua igreja com mais ou menos 50 pessoas, talvez você devesse arrumá-la um pouco.

4. O objetivo. O produtor e engenheiro de mixagem ouvem uma música e fazem a pergunta: “Como posso fazer este som impressionante?” E é claro que eles devem. Esse é o seu trabalho. Mas um líder de adoração ouve uma música e pergunta: “Como eu posso fazer isso acessível à minha congregação?”. E, claro, um líder de adoração deve fazer isso. Esse é o seu trabalho.

Adapte. A. Canção. Não basta replicar uma gravação. Não faça do mesmo jeito. Não presuma que porque funcionou de uma certa maneira em uma gravação ou em uma conferência/concerto, vai acontecer da mesma maneira em sua igreja local. Não vai. Adapte!

Deixe-me dar duas/advertências importantes/rápidas: (1) Não é ruim tocar uma canção exatamente como na gravação. Eu faço isso de vez em quando! Se você tem um monte de peças móveis, como um coro, uma pequena seção de cordas/metais, ou uma orquestra, ou mesmo apenas alguns músicos inseguros, então seria insensato não preparar tudo de antemão. (2) Com o advento da capacidade de comprar faixas de acompanhamento e criar suas próprias para acompanhar uma música ao vivo, limitou-se a capacidade de fazer alterações em tempo real.

Todavia, antes que você traga uma música para sua banda/coro/pianista de 80 anos, e a ensine para a sua congregação, assegure-se de que você a adaptou. Certifique-se de que você a imaginou sendo cantada no seu santuário/auditório/salão. Em seguida, adeque-a, organize-a, transponha-na e configure-a para o sucesso.

Ela não vai soar nada como a gravação, e OK por isso. O mais importante (de longe) é que o seu povo realmente cante junto!

Por: Jamie Brown. Copyright © 2015 Worthily Magnify. Original: Own the Song

Tradução: Thiago Holanda. Revisão: Débora Oliveira. © 2017 Cante as Escrituras. Original: Adapte a Canção

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