E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no SENHOR. (Salmos 40.3)

Há uma canção em seu coração. Você sabia disso? Essa canção celebra o que você considera digno de celebração. Você considera digno de celebração aquilo no qual sua alma se alegra. Você se alegra – com a canção do seu coração – naquilo que sua alma encontra satisfação.

Isto não significa que sua alma está tão satisfeita quanto poderia estar, ou que sua alma está satisfeita com as coisas que deveria estar. De fato, muitas pessoas celebram coisas que não são necessariamente dignas de serem celebradas. Infelizmente, bilhões louvam aquelas coisas que definham suas almas e os levam à beira da morte eterna. Alguns ainda cantam enquanto caem de um penhasco para a escuridão. Estes seriam nós, também, se Deus não nos tivesse dado outra canção para cantar – uma “nova” canção.

Há uma outra canção que celebra satisfação verdadeira da alma. A “nova” canção depositada dentro de nós pela graça de Deus é um cântico que celebra Ele, não o nosso valor ou a qualidade do nosso louvor. O salmista canta, “E me pôs nos lábios um novo cântico.”

Colocada ali por Deus

A canção está ali. A canção foi “colocada” ali por Deus. Deus! Não foi “conquistada” por meio de esforços frágeis de homens. O salmista não diz, “Eu aprendi uma nova canção! Eu fiz uma nova canção! Uma canção de louvor por, e para, meus esforços, minha sabedoria, minhas riquezas, minha grandiosidade!” Essa “nova” canção é uma celebração que vem dos lábios do salmista, mas ele não está arrogantemente se gloriando. A frase seguinte mostra que a evidência da graça de Deus foi recebida alegremente e com regozijo, não conquistada. Ele diz que essa nova canção é “um hino de louvor ao nosso Deus!”

Por que? Pois o salmista disse,

Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro. Tirou-me de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. (Salmos 40.1-2)

Deus é o Alvo

Esta nova canção celebra Deus! Ela se alegra em Deus! Ela canta sobre Deus! O salmista esperou pacientemente pelo Senhor! O Senhor se inclinou ao seu clamor! O Senhor o tirou do poço de perdição, do lamaçal, colocou seus pés sobre uma rocha, e fez seus passos seguros!

Esta canção celebra Deus pelo que Ele é e pelo que Ele fez. Este é o “novo cântico”.

O coração que foi mudado pelo evangelho canta o louvor do Salvador. Pois somente em Jesus nós fomos redimidos. Nós fomos salvos dos nossos pecados que nos separaram do nosso Deus. Nós fomos erguidos da nossa morte espiritual para andarmos em novidade de vida eterna. Nós recebemos e fomos selados pelos Espírito Santo, a garantia do futuro e de redenção final. Nós fomos chamados das trevas para a sua maravilhosa luz para proclamarmos suas virtudes. Ele é a nossa nova canção.

Nossas circunstâncias não são nossa canção. Jesus é.

Quando nos reunimos para o louvor congregacional, é para compartilharmos este dom que é a “canção de novo coração”, adorando ao nosso Deus juntos, tanto como indivíduos, como também como aqueles que podem verdadeiramente chamar esse Deus de “nosso Deus”. O coração do salmista também deve ser “nosso” coração, como ele proclama, “Muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no SENHOR.”

Ao celebrarmos a salvação de Deus através de Jesus Cristo e do poder do seu Santo Espírito, nossa música mostrará aos outros a satisfação na alma que nós experimentamos. Este deve ser nosso desejo ao nos reunirmos – com nossa canção de novo-coração – para adorar Deus publicamente e alegremente.

Mesmo através da espera aflita e confiança dolorosa, nossa canção de louvor – apesar de em horas com uma lamentosa melodia – ainda o glorificará. Ele é nossa canção! E Ele é digno de celebração!

Por: K. Jason French. Copyright © 2015 Desiring God. Fonte: God Put a Song in Your Heart.

Original: Deus colocou uma canção em seu coração. © 2017 Cante as Escrituras. Website: CanteAsEscrituras.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Daniel Pasquini. Revisão: Filipe Castelo Branco.