Na semana passada, compartilhei algumas ideias sobre como crescer (por audição) e manter (ao considerar a igreja como sendo composta de diferentes membros) grupos de louvor saudáveis.

Em igrejas menores, um grupo de louvor pode “crescer” para até 3 ou 4 pessoas, e o trabalho do líder de louvor é, principalmente, mantê-lo saudável. Em igrejas maiores, um grupo de louvor pode crescer e ser muito grande, com um monte de partes móveis, e a descrição do cargo de líder de adoração deixa de ser somente manter o corpo saudável e passa a ser também o de organizar as partes móveis.

Por “partes móveis” quero dizer que você não tem apenas um baixista, você tem quatro. Você não tem apenas dois cantores, tem doze. Em cada papel na equipe, você tem várias pessoas que podem servir. E para complicar ainda mais as coisas, cada uma dessas pessoas está em um nível diferente de serviço. Como você usa músicos de diferentes níveis de habilidade enquanto mantém algum tipo padrão?

Antes de ir mais longe, tenho que dizer a base de tudo isso que escrevi sobre o fato do seu grupo de louvor ser um corpo. Se você tem que ser cuidadoso com certos membros da sua equipe ou gastar muita energia protegendo egos e respeitando territórios, então nada disso se aplica. Mas se você pode ser honesto com as pessoas sobre seus dons, então espero que isso o ajude.

Cenário A: O cenário do bom baterista

Na música contemporânea, o baterista é a cola. Ele mantém tudo junto. Se ele é fraco, todo o som é fraco. A importância de um baterista bom, sólido, no tempo, confiável e sensível não pode ser enfatizado demais. Voltando à imagem de 1 Coríntios sobre o corpo, não é que o baterista é mais importante do que qualquer outra pessoa na equipe, mas que seu papel no corpo passa a ser mais proeminente. Digamos que seu baterista é o nariz em seu rosto e seu guitarrista é sua orelha. Se você perder uma orelha, é realmente algo ruim, mas você pode deixar seu cabelo crescer e cobrir essa falha. Se você perder o nariz, também é algo ruim, e você vai ter dificuldade em encobri-lo. O nariz é mais importante do que a orelha? Não, mas é mais proeminente.

Se você tem um bom baterista, você pode girar em torno de baixistas menos qualificados, bem como pianistas, guitarristas, cantores, etc, e não será algo tão ruim. Então, procure por bateristas qualificados e faça de tudo que você puder para não perdê-los. Com um bom baterista no lugar, você tem mais liberdade para fazer o rodízio de músicos nas outras posições sem ter que carregar tanto peso.

No norte da Virgínia, não consigo obter a disponibilidade do meu músico por mais de um mês de antecedência por vez. E por causa da natureza de seu trabalho, sua disponibilidade não é terrivelmente previsível de mês para mês. Assim, a cada mês, envio um e-mail para a minha equipe pedindo a sua disponibilidade para o próximo mês. Com base em suas respostas, faço a agenda. Isso é um pouco mais demorado do que ter equipes pré-definidas, ou equipe A, B e C, mas isso me permite decidir quem joga quando, e permite que eu escale novos membros para a equipe.

Cenário B: O cenário de equipes pré-definidas

Se Deus não lhe deu um baterista sólido que possa manter as coisas juntas como a cola, então o seu violão/piano será agora a cola, ou quem você achar mais confiável. Neste cenário, você provavelmente achará sua vida muito mais fácil se você tiver equipes pré-definidas, como uma equipe A, B e C, onde os mesmos músicos sempre tocam uns com os outros, a fim de ter algum tipo de equilíbrio.

Isso ainda permite que você trabalhe com novos músicos. Você pode ver sua equipe “D” como servindo no quarto Domingo do mês e sendo composta de músicos atuais e novos músicos. Desta forma, uma vez por mês, você tem a oportunidade de usar alguém novo, ou reutilizar alguém que já está na lista.

Quando alguém que está em uma equipe pré-definida não está disponível, você pode mandá-los encontrar sua própria substituição ou você pode encontrar uma para eles. Eu tendo a escolher a última opção, para que eu possa ter supervisão sobre quem está sendo solicitado a servir.

Cenário C: O cenário de poucas escolhas

Você não encontrará nenhuma ordem nas Escrituras sobre ter um grupo de louvor gigante. Se estiver servindo uma igreja menor, ou talvez esteja reconstruindo o seu ministério musical, você deve se sentir totalmente confiante em ter um pequeno grupo de louvor. Se tiver que tocar um instrumento, provavelmente permanecerá constante de semana para semana. Você pode designar um cantor ou dois, e talvez outro instrumentista ou dois para dar variedade e para fornecer algum apoio para si mesmo. Mas se você não tem uma infinidade de músicos para escolher, não se sinta como se fosse menos de um líder por conta disso.

Não importa o tamanho de sua igreja ou grupo de louvor, o princípio é o mesmo: seu trabalho é ajudar os membros do corpo a ver onde Deus está organizando-os.

As praticidades de como isso funciona serão diferentes de acordo como o tamanho da igreja em que você serve. Deus tem dotado minha igreja com um baterista habilidoso, e eu prefiro decidir quem toca quando, então eu escalo os músicos em uma programação mensal com base em sua disponibilidade. Outras igrejas usam equipes pré-definidas, utilizam software como o Planning Center para confirmar a disponibilidade ou simplesmente pagam¹ seus músicos.

Cada igreja é diferente, então nenhuma solução é a resposta. Com um coração para administrar os dons e talentos que Deus colocou diante de você, e uma honestidade sobre como Deus está organizando os membros, você discernirá o que é melhor em seu ambiente.

[1] Nota do Revisor: Isso diz respeito aos músicos de igreja que vivem integralmente para o ministério de música, não a cachês para se tocar no culto de adoração.

Por: Jamie Brown. Copyright © 2011 Worthily Magnify. Fonte: Worship Team Mechanics: Arranging the Moving Parts.

Original: Mecânica do grupo de louvor: organizando as peças móveis. © 2017 Cante as Escrituras. Website: CanteAsEscrituras.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Thiago Holanda. Revisão: Filipe Castelo Branco.