As coisas agora não são tão simples para os líderes de louvor e diretores de música da igreja como elas eram antes. Isso não é necessariamente algo ruim, mas com certeza é algo mais complicado.

Atualmente há mais canções para escolher do que nunca, que surgem à uma velocidade cada vez mais rápida, vindas de grandes editoras, artistas independentes, igrejas locais, rádios cristãs, postagens de mídias sociais, conferências, pombos-correios e seus parentes distantes, os hipsters. Quando havíamos acabado de conseguir introduzir uma nova canção à nossa congregação, que foi escrita em 2012, uma nova canção mais nova aparece, que é ainda mais nova, fazendo com que a nova canção que havíamos pensado que era nova parecer bem velha. Confuso? Você devia estar.

Álbuns de studio. Álbuns ao vivo. EPs. Singles. Downloads gratuitos. Versões Deluxe. Versões acústicas. Versões gravadas em uma praia. Versões gravadas no topo de uma montanha. Muitas dessas canções são um material muito bom! Muitas dessas canções são um material não tão bom assim… E, quando você junta tudo, são muitas coisas novas para analisar e classificar, mesmo que você não tivesse de fazer outra coisa além de escutar todas as novas canções durante a semana. E mesmo então você estaria desatualizado se tirasse algumas semanas de folga.

No passado ancião, conhecido como os “anos 1990”, quando uma “nova” canção ficava realmente popular, como “Abra os Olhos do Meu Coração, Senhor” ou “Aclame ao Senhor”, essa nova canção (feliz ou infelizmente…) ficava no repertório da igreja por um período de tempo substancial, mesmo até os dias de hoje. Hoje em dia, na era da abundância de canções de adoração (novamente, não algo ruim, apenas mais complicado), quando uma nova canção é popularizada, ela pode desaparecer vários meses depois quando uma nova safra de novas canções surge.

Qual é o resultado? Duas coisas estão acontecendo: Primeiro, os líderes de louvor estão sobrecarregados e inundados, possivelmente desencorajados por não conseguirem acompanhar, e ou resistindo ou sucumbindo à pressão e ao mercado que gritam para que eles permaneçam relevantes. Segundo, as congregações estão tendo que aprender mais canções do que elas são capazes, não têm a oportunidade de cantar estas novas canções por anos e anos e estão sendo alimentadas com canções que podem não ser particularmente nutritivas.

(Grande porém: nem toda canção deve ter o “poder da duração”. Algumas novas canções durarão por séculos. Algumas irão (e deveriam mesmo) ser aposentadas após uma temporada. Isso é bom. Sabemos que a igreja do Novo Testamento cantava “salmos, hinos e cânticos espirituais” (Colossenses 3.16). Temos muitos destes ainda hoje (como por exemplo, os Salmos). Mas outros caíram em desuso. Então, algumas canções foram boas o suficiente para que os próprios Apóstolos as cantassem por uma temporada antes de serem deixadas de lado. Assim, com certeza ficaremos bem por cantar canções que não serão necessariamente cantadas daqui a centenas de anos. Apenas temos que tomar cuidado para manter o nosso repertório em um equilíbrio saudável. Fim do porém.)

Devido à validade cada vez menor da música de adoração moderna, os líderes de louvor devem se certificar que nós:

Fiquemos atentos em relação ao que está por aí
Não se enterre em uma caverna de coisas-que-você-gosta-que-você-já-usou-antes. Esteja disposto a escutar novas músicas e incorporar aquilo que irá funcionar no seu contexto.

Não nos estressemos para acompanhar tudo
É simplesmente impossível, a não ser que você tenha muitíssimo tempo, para acompanhar todo o material novo que há por aí.

Concordemos em ser adotantes tardios
É impressionante como esperar alguns anos fará com que o melhor do novo material suba ao topo da pilha.

Tenhamos altos padrões
Fidelidade bíblica, exatidão teológica, centralidade no evangelho, riqueza musical e acessibilidade congregacional são as cinco grandes caixinhas que você deve ser capaz de marcar. Se uma nova canção é realmente popular, mas não tem estas cinco características, então talvez você não deva usá-la.

Discirnamos a utilidade
De todos as milhares de novas canções que serão escritas neste ano, talvez apenas cinco delas devam estar nos lábios da sua congregação. As outras canções podem ser todas maravilhosas, mas isso não quer dizer que elas são úteis para serem incorporadas no repertório de sua igreja.

Escolhamos canções para a congregação que temos
Certas canções funcionarão muito bem em igrejas grandes com bandas grandes, mas fracassarão em igrejas menores com bandas menores. Da mesma forma, certas canções funcionarão bem em seu contexto local que ninguém mais nunca ouviu falar! Você deve estar disposto a colocar persianas quando escolher canções para sua congregação, e escolher o que serve a eles da melhor forma.

Construa um repertório sólido – não uma playlist maneira
Uma congregação cantará com confiança quando ela conhece as canções. Uma congregação cantará com timidez quando não as conhece. Um repertório sólido cultiva a confiança congregacional. Uma playlist em constante mudança (mas maneira!) cultiva a insegurança. Coloque o seu foco primariamente em ajudar as pessoas a exaltar Jesus com canções, e deixe as datas de copyright irem para o banco de trás.

As coisas não são tão simples como costumavam ser, e isso não é necessariamente algo ruim. Temos mais recursos do que nunca para ajudar nossas congregações adorarem a Deus com canções. Que pensemos de forma sábia, pastoral e com discernimento, conforme nos ajustamos ao encurtamento da validade do que está sendo produzido, e que permaneçamos fiéis para proclamar as Boas Novas que nunca mudam e são sempre relevantes.

Por: Jamie Brown. Copyright © 2015 Worthily Magnify. Fonte: Responding To The Increasingly Short Shelf-Life Of Worship Songs.

Original: Sobre a validade cada vez menor das canções de adoração. © 2017 Cante as Escrituras. Website: CanteAsEscrituras.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Thiago Holanda. Revisão: Filipe Castelo Branco.