Há algumas noites atrás, eu estava prestes a me dirigir para o ensaio do coral em alguns minutos antes de resolver algumas coisas pela cidade – quando eu decidi perguntar a minha filha mais velha (Megan) se ela gostaria de ficar acordada até mais tarde e ir comigo. É claro, ela respondeu com entusiasmo. Ficar acordada até tarde – e sair a noite – é uma das melhores coisas no mundo de alguém com 6 anos de idade.

Quando estávamos para sair, ela virou a esquina vestindo um casaco novo que a Catherine tinha comprado para ela na semana anterior. Eu não a tinha visto usá-lo até aquele momento. E quando eu olhei para ela com aquele casaco marrom tão fofo, eu pensei ( e disse) “Meu Deus! Você está linda.”

Isso me paralisou

Eu fui lembrado de quão linda ela é. Não é que ela não seja bonita em primeiro lugar, mas é que eu acabei me acostumando com isso. Eu tinha aquilo por certo. Eu vejo isso todos os dias!

Isso acontece com regularidade comigo. Uma das minhas três filhas, ou minha esposa Catheirne, se virará para mim as vezes e eu apenas olharei para elas, lembrado de algo que eu tinha esquecido: elas são lindas.

Você já teve essa experiência?

Nós nos acostumamos com coisas bonitas e nós não lembramos mais que elas são bonitas. Elas não tiram o nosso fôlego.

Nós precisamos ser relembrados.

E é por isso que os líderes de louvor têm a responsabilidade de apontar as pessoas para Jesus todo Domingo. Para centralizar suas canções e liderança ao redor da clara proclamação do que Deus fez por nós em Jesus Cristo.

Líderes de louvor precisam orientar suas congregações a ouvir o Evangelho novamente. A considerar a cruz novamente. E a contemplar a beleza de Jesus novamente.

Essa semana eu gostaria de destacar alguns atributos de Jesus que devem ser proeminentes quando nós apontamos as pessoas para Ele durante a adoração congregacional.

Primeiro, seu sofrimento.

John Piper escreve em Vendo e Saboreando Jesus Cristo:

“As agonias de Deus Filhos foram incomparáveis. Ninguém nunca sofreu como este homem. Ninguém nunca mereceu sofrer tão pouco, mas mesmo assim sofreu tanto. O selo de Deus em sua vida perfeita é encontrado em duas palavras: “sem pecado” (Hebreus 4:15). A única pessoa na história que não merecia sofrer, sofreu mais. “Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca” (1 Pedro 2:22). Nenhuma das dores de Jesus foram penalidades pelos sus pecados. Ele não tinha nenhum pecado.”

Ele foi traído, preso, zombado, torturado, espancado, chicoteado, flagelado, cuspido e submetido a forma de execução mais cruel que o homem conhecia. Seu sofrimento físico é impossível de ser entendido por nós.

Mas além do seus sofrimento físico – está o seu sofrimento espiritual. E seu sofrimento espiritual ultrapassa em muito o seu sofrimento físico, se é que isso é possível.

Porque na cruz:

Todo pecado, sofrimento, traição, ferimento, mal, trevas, doença, doenças terminais, medo, perversões distorcidas e mágoas foram colocadas diretamente em Jesus.

Os aviões atravessando as torres gêmeas. Corpos em sacos saindo de mais outra escola. Bombas levando 100 vidas em uma manifestação pela paz na Turquia. Tudo isso foi posto em cima de Jesus.

Jesus chora na cruz: “Deus meu, Deus meu! Por que me desamparaste? “ (Marcos 15:34)

Ninguém nunca sofreu como Jesus.

E Jesus não mereceu nada daquilo. Ele apenas tinha vivido uma perfeita, inculpável, santa e moralmente correta vida.  E ainda assim ele sofreu mais do que qualquer um já sofreu – e jamais irá – sofrer.

Jesus não é maravilhoso?

O sofrimento de Jesus nos ensina isso: Jesus sabe como é sofrer. E nós podemos correr para ele.

E mesmo que nós não saibamos a resposta de porque ele permite isso: nós sabemos isso:

“Não pode ser porque ele não nos ama. Não pode ser porque ele é indiferente ou distante da nossa condição. Deus toma a nossa miséria e sofrimento tão a sério, que ele estava disposto a tomá-la para si mesmo. … Então, se nós abraçamos o ensinamento cristão de que Jesus é Deus e que ele foi para a cruz, então nós temos profundo consolo e força para encarar a brutal realidade da vida na Terra.” (Tim Keller, Razões para Deus)

E essa é a beleza de Jesus em seu sofrimento. Nós vemos toda a vilidade do mal em toda a sua miséria. E nós vemos a plenitude do amor de Jesus. Que Salvador maravilhoso.

Líderes de louvor: não se afastem de músicas que lidam com o sofrimento de Jesus.

Isso ajuda a paralisar as pessoas e verem novamente a beleza de Jesus, que nós tão facilmente esquecemos.

Por: Jamie Brown © Worthily Magnify. Website: worthilymagnify.com. Traduzido com permissão. Fonte: Beholding the Beauty of Jesus: In His Suffering.

Original: Contemplando a beleza de Jesus: em seu sofrimento. © Cante As Escrituras. Website: CanteAsEscrituras.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Calebe Sequeira. Revisão: Filipe Castelo Branco.