Nosso Pai se alegra quando a família se reúne. Ele anseia trabalhar, está pronto para derramar seus favores e dar o renovo do seu Espírito quando o seu povo se reúne para adorar o seu Filho.

Não importa o tipo de semana que você teve – quão esgotado você esteja – quão distraída está a sua mente ou quão inquieto está o seu coração – Deus pode estar satisfeito em reverter tudo isto, em um domingo qualquer.

Venha às Águas

A adoração congregacional pode ser o mais importante meio da Graça de Deus na vida Cristã, pois ela traz consigo todos os três princípios essenciais da contínua bondade dele: ouvir a sua voz (na sua palavra) – ter seus ouvidos (na oração) e pertencer ao seu corpo (na comunhão da igreja).

Quando o povo de Deus se reúne para adorar a Jesus em união – com as escrituras abertas e louvores, confissão e gratidão em seus ábios – O Espírito Santo paira sobre a congregação, estando pronto para reavivar corações amortecidos e restaurar almas perecidas.

O grande convite de Isaías 55, escrito há uns sete séculos antes de Cristo, é o chamado perfeito para o banquete da adoração conjunta, na nova aliança.

Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas;

e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.

Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz?

Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares.

Inclinais os ouvidos e vinde a mim;

ouvi e a vossa alma viverá. (Isaías 55.1-3)

Venha sedento

Jesus é o verdadeiro pão que desceu do céu (João 6.50,58) e a verdadeira bebida (João 6.55), a única bebida, que irá satisfazer a nossa alma sedenta para sempre.

Você não foi somente criado para Deus, mas para o Deus-homem. Deus mesmo projetou sua alma humana, para estar satisfeita para sempre na união pessoal da completa divindade e completa humanidade do único e completo Deus-homem, na companhia da adoração de uma multidadão de adoradores. Você foi criado para Jesus.

Na adoração congregação nós experimentamos, juntos, a razão pela qual fomos criados. Juntos provamos o banquete da vinda dos novos céus e nova terra.

Isto não significa que cada domingo será pura felicidade. Longe disto. Humanos caídos em um mundo caído encontram-se raramente em seu melhor espiritual e emocional. Nossos corpos estão cansados e nossos espíritos desanimados. Erros a frente, crianças enérgicas nos bancos, cantores desafinados em nossos ouvidos e tarefas por fazer em casa ameaçam distrair-nos da doçura de cantar louvores com o povo de Deus, na beleza do nosso quebrantamento coberto pela graça.

Mas no caos, há sabores. Almas sedentas experimentam a água da vida, a substância do leite que nutre a alma, a alegria do coração dos goles de vinho, na experiência de louvor da inspiração verdadeira, daquele que é a Verdade.

Então podemos vir sedentos e esperançosos pela fé, tendo nossas almas sedentas saciadas em conjunto, em medida satisfatória, no encontro familiar.

Venha de mãos vazias

Mas para este maravilhoso banquete, nós não trazemos somente barrigas vazias, mas também mãos vazias. Alguém cuidou da conta.  Jesus pagou toda ela.

Não somente viemos para beber, mas viemos também sem feitos como pagamento. O grande convite da sua graça é para “aquele que não tem dinheiro”. Nós viemos para satisfação da alma “sem dinheiro e sem preço”.

O combustível da adoração conjunta não é a energia ou a preparação que trazemos, mas a energia e preparação de Deus. A fonte não é nosso trabalho por ele, mas o trabalho da verdadeira e inspiradora adoração que ele faz, para aqueles que o esperam. Nós esperamos; ele faz. O que o torna totalmente único, dentre todos os outros rivais, por nossa adoração.

Porque desde a antiguidade não se ouviu,

nem ouvidos percebeu,

nem com os olhos se viu Deus além de ti,

que trabalha para aquele que nele espera.

(Isaías 64.4)

Venha pronto

O trabalho e graça dele são original e final, mas ainda ele nos convenceria a darmos passos, preenchidos de fé, para que venhamos prontos. Ele trabalha através de meios. Ele nos dá a dignidade da participação. A sua graça não somente nos alcança a despeito de nossa subserviência, mas vai uma milha além para engajar nossos desejos e preparar nossos corações para as alegrias da adoração coletiva.

Esperando pela congregação e buscando afinar nossos corações para cantar os louvores dele e preparar nosso apetite para o gosto da glória vindoura – a glória na união que é mostratada em conjunto e não isoladamente.

Companheiros de adoração encontrados anteriormente, durante e após a adoração não são impedimentos para uma verdadeira adoração, mas inspirações. A adoração conjunta é afinal conjunta. Nós preparamos nossos corações para a alegria da adoração a Jesus, saudando o seu povo com corações abertos, grandes sorrisos e quando apropriadamente, com lágrimas derramadas.

Venha como está

Enquanto um coração adorador é tipicamente ajudado por nossos eforços verdadeiros na preparação, nossa preparação nunca será o fim. De fato, o Espírito Santo está sempre satisfeito em “aparecer” apesar da nossa falta ou total ausência de preparação. O que não é razão para abuso, mas para adoração. A lição para nós em si, não é a de que de Segunda a Sábado não importa se não nos preparamos para o Domingo, mas em vez disto, que Deus é soberano e livre, não limitado por nossas falhas, para nos fazer, aquilo que não conseguimos fazer para nós mesmos.

Em um domingo qualquer, Deus pode se alegrar em tornar seu mundo de cabeça para baixo, da melhor forma. Assim como o salmista cansado que veio adorar e finalmente a névoa se dissipou. (Salmo 73.16-17). Ou como Martinho Lutero que testificou: “Em casa, na minha casa, não há calor ou vigor em mim, mas na igreja quando a multidadão se reúne, um fogo é aceso em meu coração que abre todo o caminho”. Ou como muitos de nós tem aprendido, nosso Pai, simplesmente ama abençoar a família reunida.

A sua morosidade e apatia não são motivos para se afastar da torrente de graça dele. Não importa quão longe do Pai você se sinta, talvez não há nada que você precise mais, neste fim de semana, do que a recompensa dele, na adoração coletiva.

“Não importa o tipo de semana que você teve, Deus pode estar satisfeito em reverter tudo isto, em um domingo qualquer”.

“Deus é soberano e livre, não limitado por nossas falhas, para nos fazer aquilo que não conseguimos fazer por nós mesmos”.

“Não importa o quão longe você se sinta do Pai, não há nada que você precise mais neste fim de semana do que a adoração coletiva.”

Por: David Mathis. © Desiring God Foundation. Website: desiringGod.org. Traduzido com permissão. Fonte: Any Given Sunday.

Original: Um Domingo qualquer. © Cante as Escrituras. Website: canteasescrituras.com.br. Todos os direitos reservados. Tradução: Cíntia Martins de Moura Kuroda. Revisão: Filipe Castelo Branco.