Autor: Zac Hicks

Senhor, afina o meu coração para a adoração

Se eles quisessem, líderes de louvor de muitas igrejas poderiam se esquivar muito com a primeira canção todo Domingo. Pessoas estão chegando atrasadas, tentando acomodar seus filhos, silenciando seus celulares, conferindo seus celulares, encerrando conversas ou geralmente apenas desorientadas. A verdade é que muitos de nós entramos na adoração sem ainda estarmos prontos para adorar. Nós precisamos de um pouco de tempo para nos concentrar e focar. Alguns de nós estamos frustrados com os nossos filhos. Alguns estão desanimados com o trabalho. Alguns estão estressados com a escola ou com os prazos dos nossos trabalhos. Outros estão depressivos ou...

Read More

Considerações Sobre a Chamada ao Altar

A chamada ao altar é um assunto delicado Nos quase quatro anos de vida deste blog, ainda preciso publicar sobre o uso da chamada ao altar na adoração. É importante para mim manter-me respeitoso com outras tradições além da minha (Presbiteriana/Reformada) e tentar entender as práticas de dentro para fora ao invés de de fora para dentro. A chamada ao altar é, na verdade, algo com o qual eu tenho muita experiência (positiva), tendo crescido numa maravilhosa igreja evangélica (Southern Baptist) no Havaí que fielmente pregava a Palavra e nos chamava semanalmente ao arrependimento e à fé. Pragmaticamente, a chamada ao altar naquele contexto era muito mais abrangente que apenas o chamamento aos não cristãos para que publicamente professassem sua fé. Como é o caso em muitos lugares, minha igreja usava aquele momento como uma oportunidade aberta para que as pessoas orassem com o pastor ou os anciãos/diáconos sobre suas necessidades pessoais. Eu professei minha fé publicamente quando tinha sete anos como resposta a uma chamada ao altar e não mais que nove anos depois, quando jovem, fui colocar-me diante da igreja naquele contexto para dedicar minha vida ao ministério pastoral. Portanto, há uma certa empatia em meu coração pelo chamamento ao altar, mesmo que eu tente desafiar, nos próximos momentos, alguns de seus pressupostos. Aqui estão algumas considerações para os que se importam em ouvi-las. A dificuldade com...

Read More

Abandonando a Linguagem da “Entrega” nas Músicas de Adoração

A espiritualidade do Segundo Grande Despertamento A ideia de “entrega” é proeminente na espiritualidade evangélica. Especialmente após o Segundo Grande Despertamento, tornou-se a metáfora principal para resumir a experiência da conversão. Os pregadores costumavam mostrar a urgência que era para os não-convertidos de “abandonarem tudo e se entregarem a Jesus”. Uma das canções que continua tendo radiodifusão como um “hino antigo” hoje em dia, “Tudo Entregarei”, emergiu do clima espiritual pesadamente influenciado pela metáfora principal da entrega: Tudo, ó Cristo, a Ti entrego Tudo, sim, por Ti darei Resoluto, mas submisso Sempre a Ti eu seguirei Tudo entregarei Tudo entregarei Sim, por Ti Jesus bendito Tudo deixarei[1] Escrito em 1896 (tempo suficiente após o Segundo Grande Despertamento para que sua espiritualidade tenha sido codificada e promulgada), o compositor do hino Judson W. Van DeVenter reconta que essa canção surgiu de um momento crucial em sua vida quando ele desistiu da ideia de exercer arte pelo propósito de se tornar um evangelista. É interessante notar que essa canção, apesar de frequentemente usada para encorajar não-cristãos a receber Cristo durante os apelos nas igrejas (leia o que penso sobre isso aqui – ainda em inglês, em processo de tradução), não emergiu de um contexto de conversão. Desde o Segundo Grande Despertamento, os evangélicos têm preservado amplamente o lema da “entrega” como uma metáfora principal tanto para a conversão quanto para a vida em andamento....

Read More